Veja como é possível economizar com energia no varejo com o Mercado Livre

Além de ser um dos principais insumos para o funcionamento de supermercados e outras lojas varejistas, a energia é também uma preocupação constante para este setor devido ao impacto financeiro que ela pode causar.

Para se ter uma ideia do problema, desde que o modelo de cobrança baseado em bandeiras tarifárias foi implantado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o consumo de energia elétrica passou a representar até 2% do faturamento das redes supermercadistas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBCV).

Na corrida para se tornarem cada vez mais competitivos, os varejistas têm buscado formas de reduzir os custos com energia elétrica e encontrado respostas em diferentes práticas, como na adaptação dos horários de funcionamento das lojas, utilização massiva das lâmpadas de LED – que são mais econômicas – e conscientização dos colaboradores.

Na lista de medidas bem-sucedidas, no entanto, uma tem se destacado bastante por trazer economias na faixa dos 25% ao varejo: a migração para o Mercado Livre de Energia.

Se você ainda não conhece essa modalidade de contratação, não deixe de ler este post até o final. Nele, explicaremos tudo o que você precisa saber para tornar a economia de energia uma realidade em seu negócio. Acompanhe!

Para começar, entenda o que é o Mercado Livre de Energia

O Mercado Livre de Energia é um ambiente competitivo de negociação de energia elétrica em que os participantes podem negociar livremente todas as condições comerciais como preço, quantidade de energia contratada, período de suprimento e pagamento.

Em outras palavras, trata-se de uma alternativa frente ao suprimento de concessionárias locais, permitindo que o consumidor escolha quem será o seu fornecedor e negocie o preço diretamente com ele.

Essa livre escolha, atrelada a preços mais competitivos, previsibilidade dos custos e flexibilidade, resulta em economias significativas.

A máxima pode ser comprovada pelo último levantamento feito pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), que constatou que o Mercado Livre de Energia gerou uma economia de R$ 83 bilhões aos consumidores do Brasil entre 2003 e 2017.

A associação também estimou que a abertura total deste mercado no país poderia propiciar uma redução de R$ 12 bilhões por ano na conta de eletricidade para mais de 80 milhões de consumidores.

Vale lembrar que, atualmente, apenas consumidores de energia conectados em média tensão estão aptos a serem consumidores do Mercado Livre de Energia.

Os consumidores do Mercado Livre, por sua vez, estão divididos em duas categorias: o chamado “especial”, que tem demanda contratada entre 500 a 1.500 kW (quilowatts), como pequenas e médias indústrias, redes de lojas, shoppings e supermercados, e o consumidor livre, que possui demanda contratada acima de 1.500 kW. A principal diferença entre os dois tipos é a obrigatoriedade do consumidor especial em comprar energia de fonte renovável.

Trazendo o Mercado Livre de Energia para o varejo

Agora que você já sabe como o Mercado Livre de Energia funciona, deve estar se perguntando se essa opção realmente é válida para o varejo. A resposta é sim e já existem casos de sucesso no mercado que reforçam a afirmação.

Em 2016, por exemplo, a rede Makro registrou uma redução de cerca de 30% nos gastos com energia um ano após migrar para o Mercado Livre. Conforme reportagem publicada no Portal New Trade, o processo envolveu 74 lojas da rede atacadista, localizadas em 24 estados brasileiros, e superou de maneira significativa a meta inicial de 20% de economia.

Como vimos até aqui, a migração para o Mercado Livre de Energia não é somente uma possibilidade, mas também uma opção bastante rentável para as empresas do varejo.

Se você deseja saber mais sobre o assunto e se aprofundar no que é preciso para realizar a migração, recomendamos que você clique aqui e confira outro post que fizemos sobre o tema, desta vez com algumas dicas práticas para quem busca ir além!

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