Conheça os principais modelos de negócios para investir em energia solar

Ano após ano, o mercado de energia solar mostra que está em crescente ascensão. Em 2019, por exemplo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontou que as instalações das placas de energia limpa triplicaram, alcançando a marca de 2,4 GW instalados. Já em 2020, cerca de 1 GW já havia sido instalado antes mesmo de chegarmos à metade do ano.

Os números mostram que, cada vez mais, os sistemas fotovoltaicos – que transformam raios solares em eletricidade – vêm ganhando a preferência não apenas de consumidores residenciais, como também de empresas, comércios e indústrias.

Ainda que o alto investimento inicial para a aquisição dos sistemas de geração seja um entrave para o setor, um fator primordial tem favorecido o acesso a esta modalidade: o surgimento de diferentes modelos de negócios para a sua adoção.

Dito isto, nas próximas linhas apresentaremos duas opções que se destacaram ao longo dos anos por favorecerem o consumo eficiente de energia e de recursos naturais.

  1. Aluguel de usina fotovoltaica

O aluguel de usina é uma das modalidades indicadas para as empresas que não desejam ou não possuem os recursos necessários para investir na construção de uma usina fotovoltaica própria, mas, ainda assim, buscam por uma opção mais sustentável.

Neste modelo, diferentes companhias podem se beneficiar da energia gerada em uma fazenda de painéis solares ou telhado solar, que injetará a energia na rede elétrica, gerando créditos às empresas consumidoras. Os créditos, por sua vez, podem ser utilizados para abater o consumo de outras unidades consumidoras, reduzindo assim o valor a ser pago à distribuidora.

Uma grande vantagem do aluguel é que, uma vez que a energia vem de uma grande usina, as empresas consumidoras não precisam se preocupar com a instalação de placas solares, manutenção do sistema ou mudanças futuras.

Vale dizer que este modelo se baseia na determinação da Aneel, que possibilita a geração da própria energia por fontes renováveis e que ela seja injetada na rede da prestadora de serviço.

  1. Regime Turn-key

Por último, temos o modelo Turn-key, expressão em inglês que significa “Entrega de Chave”. Trata-se, na verdade, de um novo conceito de contratação de serviços, no qual uma única empresa fica responsável por todas as etapas do projeto.

Quando o projeto em questão é a implantação de um sistema fotovoltaico, o contrato de construção Turn-key pode envolver desde estudos de demanda elétrica e cálculos de potência, passando pelo fluxo financeiro e aquisição de materiais e equipamentos (incluindo os módulos fotovoltaicos), até o acesso junto à distribuidora de energia, instalação e ativação do sistema, bem como o suporte técnico.

Uma das principais vantagens que este modelo traz é a redução do tempo de obra, uma vez que haverá menos burocracia envolvida no processo em comparação aos projetos que contam com diferentes fornecedores envolvidos.

Além disso, o contratante poderá visualizar, antecipadamente, todas as etapas contempladas no projeto, incluindo o valor e o tempo que serão gastos para concluí-lo. Aliás, será preciso lidar com apenas um contrato, o que consumirá menos tempo do cliente e permitirá que ele se dedique a outras demandas importantes.

Uma vez que todo o projeto estará nas mãos de uma única empresa, um elemento que demanda atenção nesta modalidade é a contratação de um bom fornecedor. Por isso, nossa última dica é: antes de iniciar uma parceria, busque conhecer o prestador de serviços a fundo.

Como vimos até aqui, existem inúmeras possibilidades para quem deseja investir em energia solar. Se você gostou deste conteúdo e deseja se aprofundar mais no assunto, recomendamos o post “Como viabilizar grandes projetos de energia solar fotovoltaica”.

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