Como evitar as perdas no varejo alimentar?

Somente em 2019, as perdas do setor supermercadista somaram R$ 6,9 bilhões, o que corresponde a 1,82% do faturamento bruto, de acordo com apuração feita pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Os números são preocupantes e mostram que, apesar de algumas práticas terem mudado bastante nos últimos anos, a adoção de medidas que reduzam esse índice segue sendo um assunto urgente para os varejistas que desejam ter competitividade no mercado.

Diante da importância do tema, o post de hoje traz um compilado dos principais tipos de perdas no varejo alimentar e reúne dicas de como se prevenir para que elas não ocorram. Vamos lá?

Perdas: o que são e quais os principais tipos

As perdas no varejo são caracterizadas, basicamente, como qualquer fator que interfira de forma negativa no resultado da empresa e, consequentemente, reduza o lucro dela.  

Podemos dizer, então, que sempre que um produto é comprado pelo varejista mas, por algum motivo, não chega a ser vendido para o consumidor final, trata-se de um caso de perda.

A situação relatada acima pode ter em sua raiz uma infinidade de causas, como o armazenamento, exposição ou movimentação inadequados dos produtos. Tratando-se de alimentos esse é um ponto bastante crítico, afinal, muitas destas mercadorias demandam cuidados especiais para a sua correta conservação.

Mas os tipos de perdas no varejo alimentar não se limitam a essas áreas. Falhas no gerenciamento da operação da loja, incluindo desde erros na precificação e cadastro de produtos até o dimensionamento incorreto dos profissionais necessários para a operação, também podem gerar grandes prejuízos.

Não podemos esquecer, ainda, das perdas financeiras – que ocorrem, principalmente, devido a assaltos e furtos, deficiências nos meios de pagamento e fraudes – e das comerciais – que incluem o uso de embalagens inadequadas, falha na reposição do produto na loja ou na entrega do fornecedor.

Como deu para notar, as perdas podem ocorrer em diferentes processos. Por isso, é preciso contar com uma estratégia consistente, que aja na prevenção. Na sequência, falaremos mais sobre o assunto.

Solucionando o problema

Tentar minimizar qualquer tipo de ocorrência que se enquadre como perda, especialmente a fim de garantir que os produtos cheguem em perfeitas condições ao consumidor, é um dos grandes desafios dos varejistas.

Para alcançar este objetivo é fundamental apostar em boas práticas de prevenção, a começar pelo recebimento das mercadorias.

A fim de evitar falhas na conferência das quantidades e tipos de produtos que chegam à loja, é recomendado que o processo de recebimento seja realizado em um local separado do armazenamento e que qualquer movimentação aconteça apenas na presença de um profissional treinado para essa tarefa.

Já que estamos falando de produtos alimentícios, vale uma observação importante: é responsabilidade dos fornecedores assegurarem a estabilidade térmica dos produtos desde a expedição até a entrega.

Portanto, esteja sempre atento à reputação de seus parceiros, buscando conhecer as instalações e processos logísticos deles e certificando-se sobre a limpeza e organização dos veículos durante o recebimento dos alimentos.

Após o correto registro dos produtos recebidos, é chegado o momento de armazená-los. Aqui, a limpeza e organização também são palavras de ordem, uma vez que a falta delas pode favorecer potenciais furtos.

Também é preciso estar atento às condições de temperatura ideais para a conservação de cada produto. Uma dica valiosa é nunca ultrapassar a capacidade máxima recomendada para equipamentos como freezers e geladeiras, porque isso pode fazer com que os alimentos percam a temperatura ideal.

Quando o assunto é controlar a temperatura, existem algumas tecnologias baseadas em IoT (Internet das Coisas) que têm se mostrado altamente eficientes nesta frente. Ao monitorarem a temperatura de geladeiras e balcões em tempo real, esses sistemas agem preventivamente, emitindo alertas quando há inconsistências na operação.

Para além dos cuidados com o armazenamento, um planejamento de redução de perdas deve considerar o treinamento constante dos colaboradores, a realização sistemática de inventários e a adoção de uma rotina diária de verificação das mercadorias expostas na loja, a fim de identificar potenciais faltas de produtos.

Mapear os processos com o objetivo de encontrar pontos de controle e contar com o apoio de empresas especializadas em dispositivos que auxiliam na prevenção de perdas – como os monitores de temperatura mencionados acima – também podem fazer toda a diferença para o sucesso do seu negócio.

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui e conheça o EasyTemp, sistema de monitoramento da temperatura de balcões e geladeiras da GreenYellow.

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