Como calcular a Eficiência Energética?

Muito se fala nos benefícios de implementar um projeto de eficiência energética no ambiente organizacional. Você mesmo já deve ter nos visto fazendo isso em outros artigos por aqui. Mas, uma informação que nem sempre acaba sendo detalhada é a medição dos resultados.

Depois de investir dinheiro e — como acontece na maioria das vezes — contratar uma empresa especializada, quais são as formas de saber se tudo o que foi proposto está realmente reduzindo os gastos e otimizando o consumo?

Se você chegou até aqui com essa dúvida, hoje você sai deste artigo sabendo a resposta. Fique com a gente e descubra como calcular os ganhos obtidos por um projeto de eficiência energética usando dados colhidos antes e depois das novas instalações.

Acompanhe!

Definindo o consumo antes do projeto

Antes de saber aonde o consumo da sua empresa precisa chegar, é necessário compreender como o consumo está distribuído nos equipamentos. Para isso, realiza-se uma auditoria energética que define o que chamamos de consumo de referência ou linha de base.

Esse processo consiste no levantamento dos maiores consumidores e na medição de cada parte do consumo, a fim de traçar um perfil para sua dinâmica de gastos energéticos antes da implementação das ações de eficiência energética.

Dica: nessa etapa, aconselha-se medir durante um mínimo de 15 dias, de modo que situações atípicas não venham a interferir na avaliação final.

Por fim, indo às vias de fato, existem duas maneiras de realizar essa medição, sendo que uma complementa a outra.

Medição teórica

Nessa modalidade, listam-se todos os equipamentos da empresa, informando sua potência e a carga que eles consomem.

Para você entender melhor, vamos usar a parte de iluminação de uma loja como exemplo. Nesse caso, precisamos saber:

  • Quantas lâmpadas estão instaladas na unidade;
  • Qual o tipo de cada uma;
  • Qual a potência do conjunto, segundo especificação do fabricante (luminária +lâmpadas);
  • Qual a operação e sua porcentagem de uso;
  • Quais os horários em que ficam ligadas.

Esse tipo de medição já ajuda a criar uma estimativa do consumo atual da empresa, mas ainda não é o suficiente. Isso porque ele não considera o fator de depreciação dos equipamentos, ou seja, o quanto eles consomem a mais do que as especificações por serem antigos.

É aí que entra nossa outra alternativa.

Medição digital

Essa parte do processo se dá pela instalação de medidores temporários na unidade — caso você já possua um sistema de monitoramento do consumo setorizado, melhor. Os medidores ficarão ativos durante um mês, com a vantagem de conseguirem estipular o consumo real dos equipamentos já depreciados. Logo, os valores calculados poderão ser diferentes do que foi visto na medição teórica.

Como resultado, você descobre quais são os equipamentos que mais consomem na sua unidade. Veja o exemplo abaixo para uma loja de varejo alimentar:

Definindo o consumo depois do projeto

Geralmente, a própria empresa que fez o projeto é quem vai medir o consumo após a implantação. E, como essa é a única forma de comprovar a economia obtida, é importante exigir que as medições aconteçam, assim você pode cruzá-las com as estimativas de ganho do projeto.

De início, pode-se dizer que o cálculo do ganho é uma subtração simples: consumo anterior – consumo posterior. No entanto, envolve uma série de cálculos e medições do consumo após a implementação do projeto.

O processo de medição em si é semelhante ao do antes, porém, aqui só serão realizadas verificações digitais por meio de medidores — temporários ou previamente instalados na unidade.

Vale ressaltar que o ganho percebido na conta pode acabar sendo menor que o ganho de um sistema específico. No exemplo abaixo, o sistema de iluminação da unidade conquistou 56% de economia. Porém, isso representa apenas 8% dentro de todos os ganhos que a unidade obteve.

Protocolos auditáveis e sua importância

Existem metodologias importantes para medir e verificar os resultados de um projeto de eficiência energética. Uma delas é o Protocolo Internacional de Medição e Verificação do Desempenho Energético (PIMVP), aplicado em mais de 40 países mediante certificação. Com ele, o processo de Medição e Verificação (M&V) tem algumas vantagens para a empresa que passou por uma implementação.

Por exemplo: quando a compensação do investimento acontece por meio da economia na fatura, os relatórios do PIMVP apontam as boas práticas que justificam o valor pago.

O PIMVP também oferece um relatório com reconhecimento internacional, além de melhorar a classificação de eficiência energética para projetos sustentáveis e auxiliar na gestão do consumo.

Agora que você chegou até aqui, esperamos que tenha compreendido melhor como funciona o processo de calcular os resultados de um projeto de eficiência energética, o que é de suma importância para avaliar seu retorno de investimento (ROI). Isso sem falar na necessidade de apostar em empresas que utilizam processos de medição padronizados.

E uma última dica: se quiser conhecer todos os detalhes para criar uma estratégia de eficiência energética, seja por meio de uma empresa ou por conta própria, não deixe de conferir nosso e-book especial sobre o assunto.

Até a próxima!

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