O que vem após o comissionamento da usina de energia solar?

A cada novo ano, mais empresas, comércios e indústrias optam por investir na utilização de energia solar. Prova disso é que, em 2020, o segmento atraiu mais de R$ 13 bilhões em investimentos, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

O resultado representa um crescimento de 52% em relação aos investimentos acumulados no país desde 2012. Mas vale dizer que, nos últimos nove anos, a fonte solar fotovoltaica já movimentou mais de R$ 38 bilhões em negócios.

O fato é que a construção de usinas solares demanda um investimento inicial alto e, para que haja um retorno deste valor no tempo esperado, é fundamental que o sistema fotovoltaico funcione corretamente.

Pensando nisso, o artigo de hoje vem para destacar as melhores práticas do mercado do que diz respeito à operação e manutenção das usinas solares. Vale ressaltar que também é imprescindível acompanhar o projeto de perto, do início ao fim. Isso porque existem diferentes questões, que vão desde a falta de documentação e registro até pendências construtivas e de funcionamento dos equipamentos, que podem impactar a performance da usina após o comissionamento.

Na sequência, explicaremos tudo o que você precisa saber quando a sua usina estiver pronta para operar.

Usina conectada, e agora?

A partir do comissionamento da usina solar, é muito importante garantir que ela atinja o seu máximo desempenho.

Justamente por isso, uma boa gestão da operação e manutenção demanda tanta atenção. Abaixo, falaremos sobre os principais pontos destas duas frentes de atuação. Vamos lá?

  1. Parceiros de confiança

O projeto, construção e operação de uma usina envolvem a necessidade de um ecossistema de parceiros, desde a empresa que fará o projeto, a outra que irá construir, até aquela responsável pela limpeza e manutenção dos painéis e sistemas elétricos. Os parceiros escolhidos terão um grande impacto na fase de operação, principalmente porque decisões sobre projeto, equipamentos utilizados e implantação podem impactar a performance da planta, fazendo com que ela não atinja a produção esperada. Sendo assim, o primeiro passo de uma boa gestão é contar com um ecossistema de confiança.

Para a fase de operação, é preciso que os parceiros operacionais responsáveis pela parte de monitoramento, manutenção elétrica e mecânica, além da limpeza do terreno e dos painéis solares já estejam definidos, a fim de garantir a performance e o pleno desempenho da sua usina fotovoltaica.

  1. Acompanhamento dos indicadores

Não há como fazer gestão sem indicadores para acompanhar e, com a gestão de usinas, não é diferente. São os principais KPIs (key performance indicators) mais importantes: performance e disponibilidade.

A performance mede o quanto a usina está gerando de energia em comparação com o que foi projetado, ou seja, de acordo com sua capacidade de produção. Já a disponibilidade visa medir o quanto os equipamentos da usina estão funcionando corretamente.

Com estes indicadores é possível tomar ações corretivas e acionar os responsáveis por garantir o bom funcionamento da planta. Estas ações sobre todos esses indicadores podem variar muito de acordo com o contrato que foi firmado com a empresa responsável pela construção e manutenção. Portanto, a atenção redobrada na escolha do fornecedor e na definição dos contratos operacionais fará toda a diferença no momento de acionar os responsáveis pelas correções.

  1. Gestão de faturas e compensação de créditos

Este bloco é específico sobre a modalidade de geração distribuída, uma das que mais vêm crescendo e é a solução para clientes em baixa tensão que buscam reduzir sua fatura.

Nessa modalidade, o desconto na fatura de energia se dá por meio da compensação de créditos, ou seja, a energia gerada na usina vira um crédito que é repartido pelas unidades consumidoras atendidas pela usina, abatendo o valor da conta.

Sendo assim, um ponto essencial na operação da usina é acompanhar as faturas de energia, a fim de garantir que a concessionária está medindo e aplicando o valor real de geração da usina e seu devido desconto. Aqui, a dica é coletar todas as faturas das unidades consumidoras e conferir se a compensação está sendo realizada de forma adequada.

Outro ponto de atenção é a gestão de rateio. O rateio é uma definição feita junto à concessionária de energia sobre qual a quantidade de créditos a compensar gerada pela usina e quanto será alocado para cada unidade consumidora abastecida. O ideal é que seja realizada a definição prévia de como será o rateio entre as unidades consumidoras e que, posteriormente, ele seja revisto de forma periódica para garantir o balanceamento entre a compensação e o saldo de créditos, garantindo o equilíbrio entre a falta ou sobra.

É válido lembrar que o rateio mal dimensionado pode fazer com que o cliente pague a energia em uma unidade mesmo tendo uma usina para o seu abastecimento, gerando um custo inesperado.

Parece simples, né? Mas não é! Apenas para se ter uma ideia, uma usina de 4 MWp pode abastecer 1200 unidades consumidoras, ou seja, são 1200 faturas que devem ser analisadas. Por isso, muitas empresas usam soluções digitais que coletam as faturas automaticamente e já realizam as análises.

Para um bom trabalho nesta frente, também é imprescindível contar com um time especializado em gestão para acompanhar os indicadores da usina e tomar ações corretivas e preventivas, como a limpeza dos painéis, antes que surja um problema que comprometa significativamente a operação.

Seguir as boas práticas apresentadas acima fará toda a diferença para o sucesso da geração de energia solar. Se você deseja se aprofundar ainda mais no assunto, clique aqui e conheça o que mais é preciso para a construção de uma usina fotovoltaica.

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