O que é Total Cost of Ownership e qual sua relação com eficiência energética

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É inevitável que as empresas precisem investir em novos itens de infraestrutura, produtos ou sistemas para impulsionar seus resultados e otimizar suas operações. No entanto, nem sempre é fácil determinar o orçamento necessário para adquirir e manter esses recursos. É aí que entra o conceito de Total Cost of Ownership (TCO).

O entendimento de TCO é crucial para os gestores, pois permite uma avaliação mais precisa do verdadeiro custo envolvido em um investimento. Essa é uma maneira de evitar surpresas financeiras desagradáveis no futuro, considerando não apenas a despesa de aquisição, mas também os custos operacionais de um investimento ao longo do tempo.

Neste artigo, exploramos mais detalhes o conceito de TCO e sua relação com a eficiência energética. Confira e veja como usar essa métrica na sua empresa!

O que é Total Cost of Ownership?

O Total Cost of Ownership (TCO), ou Custo Total de Propriedade, é uma métrica financeira que mede todos os custos associados à aquisição, uso e manutenção de um determinado ativo durante todo o seu ciclo de vida. Para que esse cálculo seja feito, leva-se em consideração não apenas o preço de compra, mas também os custos de manutenção e operação do ativo em si, bem como dos ativos que já estão em operação.

Ainda é comum que, na tomada de decisão de compra, os gestores de uma empresa se concentrem principalmente no preço imediato de um equipamento ou produto, mas é fundamental que eles também considerem o preço no longo prazo — o TCO.

O item com o menor custo total de propriedade pode, na verdade, representar o melhor valor no longo prazo. Embora um produto ou equipamento possa ter um preço inicial mais alto, ele pode exigir menos manutenção, ter mais eficiência energética ou resultar em menos consumo de recursos, o que reduzirá os custos operacionais ao longo do tempo.

Por que é importante calcular o TCO?

Calcular o Custo Total de Propriedade (TCO) é de grande importância tanto para indivíduos quanto para empresas, pois essa métrica pode ser aplicada para estimar o valor de diversos tipos de investimentos no longo prazo — desde equipamentos de trabalho até investimentos financeiros no mercado de capitais.

Para as empresas, essa métrica pode ser especialmente útil. Na aquisição de equipamentos de produção, por exemplo, calcular o TCO é uma maneira de identificar a opção mais econômica e durável, considerando preço de compra, custos de manutenção, reparos, reposição de peças, consumo de energia e outros gastos operacionais.

O cálculo do TCO também é de grande utilidade na gestão de frotas, planejamento de projetos de construção e decisões no mercado financeiro. Em todos esses casos, o TCO fornece uma visão ampla dos custos totais, permitindo que as empresas façam escolhas financeiramente embasadas e considerem os impactos dos investimentos no longo prazo.

Como fazer o cálculo?

O cálculo do Custo Total de Propriedade (TCO) leva em consideração diversos fatores implícitos que impactam no valor total despendido em um ativo. Enquanto o preço inicial é um dos componentes, há outros elementos cruciais a serem considerados para uma estimativa financeira mais precisa.

Existem dois métodos de cálculo do TCO: um mais simples e outro mais complexo. A escolha entre eles depende do contexto e do objetivo da aquisição.

No método mais simples, consideram-se três fatores principais: custo Inicial (I), custo de manutenção (M) e custos restantes (R). O cálculo é realizado da seguinte forma:

I + M – R = TCO

O custo inicial corresponde ao preço de etiqueta, ou seja, o valor pelo qual o ativo será adquirido. O custo de manutenção engloba as despesas necessárias para garantir a utilidade contínua do ativo no longo prazo. Já os custos restantes representam o valor residual do ativo ao final de determinado período — em cinco anos, por exemplo.

O método de cálculo mais complexo é útil quando há uma gama mais ampla de fatores para determinar o custo total do ativo. Nesse caso, os fatores considerados são: 

  • custo inicial (initial cost), representado por I;
  • custo de operação (operation cost), representado por O;
  • custo de manutenção (maintenance cost), representado por M;
  • custo de inatividade (downtime cost), representado por D;
  • custo de produção (production cost), representado por P;
  • valor residual (remaining value), representado por R. 

O cálculo é realizado conforme a seguinte equação:

I + O + M + D + P – R = TCO

Esse método mais abrangente pode dar uma estimativa mais precisa do custo total associado à posse do ativo ao longo de sua vida útil.

Qual é a relação entre TCO e eficiência energética?

Um projeto de eficiência energética é projetado para reduzir o consumo de energia de um sistema ou equipamento, geralmente por meio da implementação de melhorias tecnológicas, alterações operacionais ou atualizações de infraestrutura. Embora o principal objetivo seja a redução do consumo de energia, os benefícios vão além disso e estão diretamente ligados ao TCO.

Ao avaliar o TCO como um todo, é importante considerar todos os custos associados à propriedade e operação de um sistema. Além do consumo de energia, há uma série de outros fatores que podem influenciar o TCO, como custos de manutenção, reparos, substituição de peças, tempo de inatividade, eficiência operacional e vida útil do equipamento.

Um projeto de eficiência energética pode ajudar a reduzir esses custos adicionais de várias maneiras. Por exemplo, equipamentos mais eficientes geralmente exigem menos manutenção, têm menor probabilidade de falhas e podem ter uma vida útil mais longa. Isso pode resultar em economias significativas em termos de custos de reparo, substituição de peças e tempo de inatividade, contribuindo para a redução do TCO.

Além disso, a eficiência energética pode resultar em economia direta de energia, o que pode levar a reduções significativas nos custos operacionais a longo prazo. Ao reduzir o consumo de energia, as empresas podem diminuir suas contas de eletricidade, resultando em economias financeiras substanciais ao longo do tempo.

O resultado é uma economia de custos com a fatura de energia da empresa ao longo do tempo. 

O que fazer para reduzir o TCO?

Como você viu até aqui, o TCO representa todos os custos associados à aquisição, implementação e operação de um ativo ao longo de sua vida útil. Quanto menor for o TCO de um investimento, menores serão os gastos da sua empresa com manutenção, substituições prematuras e despesas operacionais excessivas relacionadas ao ativo.

Dito isso, há duas maneiras de reduzir o TCO: adotar critérios precisos para a aquisição de um investimento e prolongar a vida útil dele

Sabendo que a compra dos equipamentos que consomem energia representam um dos principais ativos no ambiente corporativo, separamos algumas dicas que vão ajudar a sua empresa a reduzir o TCO nesse tipo de investimento.

Avaliação e escolha de equipamentos

Antes de adquirir os equipamentos, verifique se eles têm recursos de economia de energia, como modos de espera automáticos, controle de velocidade variável e sistemas de desligamento automático. Esses recursos podem reduzir o consumo de energia durante os períodos de ociosidade.

Considere, também, a possibilidade de investir em equipamentos com tecnologias mais avançadas, como iluminação LED de baixo consumo, motores de alta eficiência e sistemas de climatização eficientes. 

Implementação de práticas de gestão de energia

Pode ser que você se surpreenda com todas as oportunidades de melhoria no consumo de energia encontradas na sua empresa. Mobilize uma equipe de auditores para identificar esses pontos de melhoria e estabelecer novas metas de redução de custos energéticos.

Os responsáveis por esse processo devem mapear as áreas da empresa com alto consumo de energia e traçar um plano para a implementação de medidas corretivas.

Um sistema de monitoramento do consumo de energia é outra solução interessante que pode auxiliar a sua empresa a ganhar eficiência energética. Tecnologias como medidores inteligentes e sistemas de automação possibilitam um acompanhamento contínuo do consumo energético e facilitam a identificação de padrões de desperdício ou ineficiência.

Utilities as a Service

O Utilities as a Service (UaaS), ou Energy as a Service (EaaS), é um modelo de negócios que oferece serviços de energia sem a necessidade de um investimento inicial por parte do cliente — e é a abordagem utilizada pela GreenYellow. Ela está diretamente relacionada ao Total Cost of Ownership, pois busca reduzir os custos operacionais e de propriedade ao longo do tempo.

Ao optar pelo UaaS, os clientes não precisam se preocupar com o investimento em infraestrutura, manutenção e atualização dos equipamentos de energia, pois essas responsabilidades são assumidas pelo provedor de serviços. Isso resulta em uma redução significativa do TCO, uma vez que os custos de aquisição, instalação e manutenção são transferidos para o provedor UaaS.

Portanto, o modelo UaaS oferece uma solução abrangente que considera não apenas o consumo de energia, mas também todos os aspectos relacionados ao TCO, proporcionando uma redução dos custos totais associados à energia elétrica.

Manutenção adequada

Manter um bom programa de manutenção preventiva não é apenas benéfico para a funcionalidade dos equipamentos, mas também desempenha um papel crucial na gestão eficiente do Total Cost of Ownership. Em termos simples, a manutenção preventiva ajuda a evitar falhas inesperadas e dispendiosas nos equipamentos, aumentando assim a sua vida útil e, por consequência, reduzindo o TCO.

Nesse contexto, como vimos, um projeto de eficiência energética bem implementado pode reduzir a frequência de manutenção necessária, aumentando assim a disponibilidade dos equipamentos. Ela também pode resultar na necessidade de menos substituições de peças.

Chegamos ao final deste post e esperamos que você tenha compreendido a importância do Total Cost of Ownership (TCO) e a relação entre TCO e eficiência energética, bem como o peso dessa métrica para a aquisição de novos investimentos corporativos e a avaliação dos já existentes.

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